Uma emigrante portuguesa em França acusa o Hospital de Aveiro de negligência por não lhe ter diagnosticado uma lesão na coluna quando ali foi assistida depois de ter sofrido um acidente.Numaacção que está a correr no Tribunal Administrativo de Viseu, a paciente exige umaindemnização superior a 50 mil euros pelos danos sofridos.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Doente processa hospital
Uma emigrante portuguesa em França acusa o Hospital de Aveiro de negligência por não lhe ter diagnosticado uma lesão na coluna quando ali foi assistida depois de ter sofrido um acidente.Numaacção que está a correr no Tribunal Administrativo de Viseu, a paciente exige umaindemnização superior a 50 mil euros pelos danos sofridos.
Seis milhões para concluir a via de cintura portuária
São seis milhões de euros de investimento que irão permitir a conclusão da Via de Cintura Portuária. O anúncio do concurso foi feito, ontem, pela Secretária de Estado dos Transportes durante uma visita ao Porto de Aveiro.
Foi ontem lançado o concurso público para as obras da terceira fase da Via de Cintura Portuária, uma infra-estrutura considerada fundamental para o desenvolvimento do Porto de Aveiro. Esta via, que irá ter um traçado idêntico ao da actual Avenida dos Bacalhoeiros, irá permitir fazer a ligação final do porto à A25, junto ao nó da Friopesca. Trata-se de um investimento de cerca de seis milhões de euros e deverá estar concluída no segundo semestre do próximo ano.
O anúncio desta obra foi feito, ontem, pela Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que considera que a terceira fase da via de cintura portuária é um empreitada estruturante e com objectivos fundamentais e prioritários bem definidos. "Pretendemos assegurar uma adequada ligação à A25, bem como melhorar a acessibilidade da zona portuária. Com esta obra acreditamos ainda que será possível permitir uma fácil circulação dos veículos pesados de transporte de matérias-primas e mercadorias, sem congestionar o restante tráfego", enumerou. A Secretária de Estado acredita que o novo acesso "vai contribuir para a dinamização sócio-económica da zona portuária e gerar atractivos para a fixação de novas indústrias".
A terceira fase da Via de Cintura Portuária era uma obra há muito desejada pela Administração do Porto de Aveiro e pelos municípios de Ílhavo e Aveiro. Ana Paula Vitorino aproveitou a ocasião para reforçar, também, a importância das obras da ligação ferroviária. "É um patamar de modernidade para o Porto de Aveiro e que vai ajudar a diminuir o tráfego rodoviário".
Ana Paula Vitorino presidiu à cerimónia de inauguração do Centro de Controlo de Tráfego Marítimo do Porto de Aveiro, que irá contribuir para a "melhoria das condições de segurança da navegação marítima e de salvaguarda da vida humana no mar". Um investimento de 7,9 milhões de euros e cujo projecto começou a ser desenvolvido em 2006, com a construção de uma infra-estrutura de raiz, junto ao edifício dos Pilotos da Barra.
"O VTS (nome dado ao sistema) é suportado por três torres-radar, localizadas estrategicamente de forma a monitorizarem os principais canais de navegação", explicou José Luís Cacho, presidente do Conselho de Administração do porto. "Está equipado com o que de melhor há no Mundo", disse a secretária de Estado
A Secretária de Estado enalteceu a parceria desenvolvido pelo porto de Aveiro e pelo Instituto Portuário dos Transportes Marítimos, para a instalação deste sistema que "é mais um passo para a melhoria das condições de navegabilidade ao longo da costa".
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Inauguração do Centro de Controlo Marítimo
A administração do porto e o Governo assinam o Protocolo relativo à entrega, gestão, exploração e manutenção do subsistema de VTS do Porto de Aveiro, seguindo-se as intervenções do Presidente do Conselho de Administração da APA, José Luís Cacho; o Presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves e a Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.
sábado, 19 de julho de 2008
Feira de Sal de Aveiro
Há um espaço de massagens e aromaterapia no stand da salina Eiras Largas, da Figueira da Foz, e outras representações como a do Ecomuseu Marinha da Troncalhada, “Sal Flor da Ria” e “Vitasal”; o armazenista “Sal Flor da Ria”, de Alcácer do Sal; o antigo “Centro Produtor de Sal” (Rancho Folclórico da Ribeira de Ovar); a “Cooperativa de Produtores de Sal”, de Rio Maior; o produtor biológico “Planta do Xisto” com sal de Castro Marim; um produtor de Setúbal e um representante de Itália.
Encontra-se ainda em exposição uma pequena marinha de sal e um um monte de sal marinho.
Participa ainda o grupo “Os Pés de Sal”, no Ecomuseu Marinha da Troncalhada.
No domingo, o programa inclui três palestras, entre as 09:00h e as 12:00h, no Museu da Cidade: “A Sustentabilidade da Ria de Aveiro”, com Fátima Alves do Departamento de Ambiente da Universidade de Aveiro; “A Alga Vermelha da Ria de Aveiro e as suas potencialidades com o Fonte de Agar”, com Manuel António Coimbra do Departamento de Química da Universidade de Aveiro e “Microalgas: Matéria-Prima do Futuro. Métodos de Cultivo”, com Lília Santos do Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Projecto de recuperação do Forte será reaberto a concurso
A área envolvente do Forte da Barra de Aveiro, considerado Imóvel de Interesse Público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), tem vindo a ser utilizada, nas últimas décadas, como depósito de materiais. Com efeito, foram construídos junto à fortaleza alguns edifícios, que hoje se encontram ao completo abandono e em ruína, o que acaba por desvirtuar e desfear o espaço.
Actualmente à responsabilidade da Administração do Porto de Aveiro (APA), as obras de recuperação deste espaço estiveram já abertas a concurso, com vista a um reaproveitamento turístico. Todavia, não se verificou qualquer interessado.
Contactado pelo Diário de Aveiro, o presidente do conselho de Administração da APA, José Luís Cacho, assegura que os edifícios em questão “são para demolir, pela sua qualidade de construção e mesmo porque não têm qualquer interesse patrimonial”. José Luís Cacho esclarece que o projecto de requalificação desta área será, em breve, reaberto a concurso.
Quanto ao Forte propriamente dito, o administrador portuário assegura estar “em boas condições”, adiantando que será sujeito a obras de requalificação, nomeadamente ao nível da pintura. “Está em andamento o processo que o levará a ser submetido a outra utilização”, garante.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Ferry-boat está pronto a navegar
A entrada em funcionamento do Cale de Aveiro deverá acontecer a partir de amanhã, depois de trabalhos de manutenção que obrigaram a embarcação a manter-se no estaleiro.
Entre os trabalhos realizados constam alterações exigidas pelo Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.
Embora a embarcação já esteja pronta a fazer a travessia do canal de S. Jacinto, tal não será possível ainda hoje. Ontem à tarde, ainda decorriam negociações sobre a entrada em funcionamento do Cale de Aveiro.
Segundo o Gabinete de Imprensa da autarquia de Aveiro, as carreiras regulares serão retomadas logo que sejam acertados os horários do ferry com os autocarros e quando for obtida a autorização da Direcção-Geral dos Transportes.
O Cale de Aveiro estreou a travessia do canal de S. Jacinto em Agosto de 2007, mas o serviço foi suspenso em Março último.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
BELUGA INTONATION ESCALOU AVEIRO

Na passada segunda-feira, o Porto de Aveiro registou a entrada do maior navio de sempre a fazer escala nesta infra-estrutura portuária.
O Beluga Intonation entrou às 06:40 de dia 14, tendo deixado Aveiro no dia seguinte, pelas 09:30.
O Beluga Intonation tem 162,65 metros de comprimento, navegando com bandeira de Antigua e Barbuda.
Transportava equipamento para parques de energia eólica.
A Burmester & Stuve foi o agente de navegação.
O anterior recorde pertencia ao navio Cruzeiro “Athena”, com 160,08 metros.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Negócios das praias com esperança em Agosto
Comparando com o Verão de 2007, verifica uma quebra na facturação que atinge os cerca de 20 por cento, mas mantém a esperança que o próximo mês afaste as nuvens mais negras.
Esta expectativa pelo mês mais forte do Verão alimenta a fé dos que têm negócios dirigidos às pessoas em férias. O Sol tem brilhado neste mês de Julho mas não tem afastado as nuvens negras da retracção no consumo. Mas, mesmo em crise, se o mês de Agosto for de Sol, as praias serão atractivas, os veraneantes não resistirão e a época pode estar salva.
Pelo contrário, se o mês de Agosto não for de Sol, o Verão de 2008 pode ser um ano para esquecer.
Enquanto isso, os empresários vão fazendo contas. No ‘Mundo das Utilidades’, que tem uma parafernália de produtos para os que vão à praia, contabiliza-se uma redução nas vendas, comparando com 2007, entre os 25 e os 30 por cento. As pessoas “compram o mais barato e o essencial. Nota-se que há falta de dinheiro”, disse Carlos Castro ao Diário de Aveiro. Está há 15 anos na Barra e diz que este “é o pior Verão”.
Situação idêntica acontece em outros negócios nos quais, este ano, é notada uma quebra, mas é um sinal de alarme que começou a ser dado, principalmente, a partir em 2004, curiosamente o ano da realização em Portugal da final do Campeonato Europeu de Futebol, anunciado como uma alavanca para o sector do turismo.
O aumento da oferta, como tem acontecido na Barra, provoca sempre uma redistribuição do consumo. A diminuição do consumo pode ser vista usando como referencial o café. Num restaurante visitado pelo Diário de Aveiro, se há quatro cinco anos, vendia 1.200 quilogramas de café num ano, agora fica-se pelos 500 quilogramas. Um outro caso, um bar de praia diz que há seis anos vendia três vezes mais café do que agora. Enquanto isso, os parques de campismo parece que não sofrem com a crise. Pelo menos, dois parques que o Diário de Aveiro contactou, não evidenciam sinais de preocupação. O parque da Barra encontrava-se ontem com 90,3 por cento de ocupação, enquanto o da Costa Nova não registava diferença com a do ano passado.
Olho nu não engana
Para avaliar os resultados da exploração turística, uma observação ao fim-de-semana engana mas, mesmo assim observam-se, com algumas excepções, mesas das esplanadas e de restaurantes a precisar de clientes.
Durante a semana, a imagens deste Verão é de menos pessoas no areal, comparando com o Verão de 2007. “A primeira quinzena de Julho foi mais fraca”, disse ao Diário de Aveiro, Sérgio Moreira, um vendedor de bolacha americana, um dos doces típicos das praias da região. Num negócio que já vem do tempo dos seus avós, tem uma noção da mudança que tem assistido. “A crise está por todo o lado e enquanto a gasolina aumentar não temos hipóteses”, afirma. Percorrendo o areal durante a semana, repara que os que se encontram em férias “não vêm à praia todos os dias” e também nota que este ano há mais casas por arrendar.
Sobre o areal, também estão os bares de apoio que registam um ano mais fraco comparando com 2007. Nestes pontos de serviço de restauração, os clientes revelam hábitos que evidenciam menos poder de compra. Se almoçavam e lanchavam na esplanada passaram a optar por uma das refeições. A noite também tem sido atingido pela crise e o número de clientes não tem justificado abrir o bar.
Tapete de Arraiolos gigante na Glória
No Salão Paroquial da Glória está a ser bordado um tapete de Arraiolos, com 24 metros quadrados, graças à colaboração de todos que queiram aparecer e bordar…
A ideia surgiu com a leveza de uma graçola do Padre Manuel João. “E se fizéssemos um tapete gigante para o Salão Nobre do novo Centro Paroquial?”. E se bem o disse melhor o fez. Houve de imediato a mobilização de algumas paroquianas, já muito habituadas aos bordados, e deu-se início a um projecto que tem tanto de original como de audacioso.
O tapete está a ser confeccionado desde Junho, numa sala do Salão Paroquial, ao ritmo de quem vai aparecendo, sem compromisso, e contribuindo com a sua mão-de-obra. A mensagem vai passando de boca em boca, pelo jornal da paróquia e pela página na Internet e o certo é que não tem faltado quem queira bordar. O ambiente, é o melhor possível. “Esse foi um dos grandes objectivos ao avançarmos com esta ideia: criar um espaço de encontro e convívio entre paroquianos”, explicou o Padre Manuel João. A compra da tela, agulhas e lãs (24 quilos) custou cerca de 500 Euros e foi suportado na totalidade pela paróquia e estima-se que pelo Natal, os 24 metros quadrados de tapete estejam concluídos.
Basta aparecer
A bordar Arraiolos há muitos anos, “por puro prazer”, Aldegundes Ravara foi uma das grandes impulsionadoras da ideia. Dispôs-se de imediato a colaborar e a ensinar a todas as pessoas que queiram aparecer e colaborar. “Estou impressionada com a adesão das pessoas. Aparecem aqui à noite, de Ílhavo e da Barra, mas cheias de vontade de ajudar. Chegam a estar aqui 14 pessoas a trabalhar no tapete, ao mesmo tempo. É bonito de se ver”, comentou, ao mesmo tempo que avançava, de agulha na mão, e com ponto rápido e certeiro. Com seis metros, por quatro, o tapete vai dar ainda mais dignidade ao Salão Nobre do Centro Paroquial, para onde estão reservadas reuniões e cerimónias mais formais. Os interessados podem aparecer a qualquer hora (dentro do horário definido) e nem precisam de levar agulha!
